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(pt) France, UCL AL #369 - Antipatriarcado - 8 de março: Greve Internacional por uma Revolução Feminista (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]

Date Wed, 8 Apr 2026 08:59:04 +0300


Diante do patriarcado e do capitalismo, da ascensão do fascismo e das guerras imperialistas, o Dia Internacional pelos Direitos das Mulheres e das Minorias de Gênero deve ser uma oportunidade para recuperarmos a coragem, nos mobilizarmos por meio da greve e celebrarmos nossas vitórias. Pois, mesmo que muitas vezes ignoradas, nossas lutas acontecem em todos os lugares e trazem um vento de revolução ao mundo! ---- Todos os anos, em 8 de março, celebramos as lutas pelos direitos das mulheres e das minorias de gênero, comemorando a revolta das trabalhadoras revolucionárias russas de 8 de março de 1917. Mas, mais do que um dia de celebração, é também um dia de greve. Embora este ano caia em um domingo, este chamado à greve permanece relevante. Em primeiro lugar, porque os setores em que o trabalho remunerado é realizado aos domingos são, em grande parte, precários e predominantemente femininos. Em segundo lugar, porque também estamos convocando uma greve do trabalho doméstico, que recai principalmente sobre as mulheres.

Ao trabalharmos rumo à nossa greve massiva, nós, mulheres e minorias de gênero, destacamos como o nosso mundo capitalista e patriarcal opera explorando-nos e relegando-nos a trabalhos não remunerados ou subvalorizados, tudo em benefício dos homens. Este mundo, por meio de suas políticas pró-natalistas, busca controlar nossos corpos e impor-lhes a reprodução. Organiza a violência patriarcal para nos manter nessa posição social. Por um lado, exalta valores viris a serviço de ideologias imperialistas e belicistas e, por outro, ataca nosso acesso à saúde e à educação.

Diante deste mundo, do qual somos as primeiras vítimas, somos nós, mulheres e minorias de gênero, que estamos em todos os lugares também na linha de frente, lutando pela paz, pela justiça restaurativa, pela transmissão do conhecimento e pela convivência pacífica com todos os seres vivos. Nossas lutas são as das mulheres curdas que defendem suas terras revolucionárias, das mulheres palestinas que lutam pela soberania de seu povo contra um estado genocida, das mulheres sudanesas que enfrentam deslocamento forçado e cercos vergonhosos, e das mulheres iranianas que se esforçam para derrubar a ditadura. São as lutas das mulheres afegãs que buscam formas alternativas de educação diante da exclusão, das mulheres iemenitas que lutam pela independência em áreas rurais patriarcais, das operárias do Sri Lanka que enfrentam a intimidação dos empregadores, dos pastores mongóis que lutam contra as fazendas industriais que exauriram a terra, e das mulheres brasileiras que organizaram uma das maiores manifestações antirracistas internacionais em 25 de novembro.

Num momento em que o fascismo se estabelece novamente como uma opinião aceitável, num momento em que o mundo ecoa com os sons da batalha em guerras imperialistas, nossas terras, nossos corpos e nosso trabalho são mais cobiçados do que nunca pelas classes dominantes. Nossas lutas antipatriarcais são, portanto, necessárias, não apenas para defender os direitos ameaçados das mulheres e das minorias de gênero, mas também para construir uma sociedade livre do capitalismo e de todas as outras formas de dominação. Vamos, então, entrar em greve e sair às ruas no dia 8 de março para lembrar ao mundo que a revolução será feminista ou não acontecerá!

Comissão Antipatriarcal da UCL

https://www.unioncommunistelibertaire.org/?8-Mars-Greve-internationale-pour-une-revolution-feministe
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