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(pt) France, Monde Libertaire - IDEIAS E LUTAS: Crimes contra a Humanidade na ESMA (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]

Date Mon, 23 Mar 2026 08:41:37 +0200


Um Alerta sobre o Exercício do Poder ---- Este livro não poderia ser mais oportuno, visto que os Estados Unidos estão retomando seus antigos métodos da Doutrina Monroe e apoiando ditaduras de extrema-direita na América Latina, que consideram seu quintal ampliado. Para preservar esse quintal, fomentaram golpes de Estado, como no Chile em 1973, apoiaram regimes altamente autoritários, refúgios para líderes nazistas, como no Uruguai e no Paraguai, e, como é o nosso foco hoje, aconselharam sobre técnicas de repressão, prisão e tortura infligidas a opositores. Os serviços de inteligência franceses também contribuíram (ver Pablo Daniel Magee, *La plume du condor*, Ed. Syllepse, 2025), particularmente na Argentina. Após o golpe de Estado de 1976, orquestrado pelas forças armadas sob a liderança dos chefes dos três ramos das Forças Armadas - Videla, Massera e Agostini - a caça aos ativistas de esquerda intensificou-se até 1983. Quase 30.000 pessoas foram mortas ou desapareceram.

Duas acadêmicas, Marina Franco e Claudia Field, coordenaram a publicação de um livro sobre um centro de detenção clandestino particularmente odioso: a Escola de Mecânica Naval, no centro de Buenos Aires. Das 5.000 pessoas detidas ali, apenas cerca de 300 sobreviveram. No período pós-ditadura, julgamentos, muitas vezes longos, embora exemplares, condenaram os autores desses crimes. Contudo, questiona-se a erradicação de sua ideologia. Assim como os nazistas, eles provavelmente consideravam suas ações justificadas. Os indultos concedidos pelo presidente Menem e as políticas implementadas por Javier Milei demonstram isso amplamente, por meio da banalização, e até mesmo da aprovação tácita, desses atos. O horror ainda bate à nossa porta, e Brecht continua certo! O que os argentinos vivenciam hoje representa um desafio às conquistas e ao progresso social.

Crimes contra a Humanidade

Este livro é essencial para a compreensão. A Guerra Fria mal havia terminado e havia um pânico generalizado em torno dos movimentos de extrema esquerda, uma obsessão com Cuba e um foco no inimigo interno e externo: a subversão. Nesse contexto, os militares, apoiados pelos Estados Unidos e pela França, consideraram necessário estabelecer um programa antiterrorista patrocinado pelo Estado. Seiscentos centros clandestinos se espalharam pela Argentina. Os autores de *Crimes contra a Humanidade na ESMA*, publicado pela Anamosa, empregam uma abordagem multidisciplinar, baseando-se em fotografias, depoimentos, relatos escritos e confissões. Eles examinam minuciosamente os métodos de prisão, o descarte de corpos por meio de incineração ou roubo - mortes cometidas por helicóptero, às vezes com vida, às vezes sem -, a brutalidade da tortura, o trabalho forçado, uma forma de escravidão. Mulheres grávidas dão à luz clandestinamente e seus filhos são entregues a famílias de militares. Os detidos são tratados como objetos, sujeitos aos caprichos de seus torturadores, como nos campos de concentração nazistas.

Aprofundamos o funcionamento da repressão: infiltração, uso de prisioneiros, financiamento por meio de roubo, falsificação de documentos e convivência próxima com os executores. A cumplicidade com ministérios do governo, advogados e tabeliães é evidente, permitindo-lhes adquirir imóveis e fortunas no exterior. A ESMA possui até mesmo uma filial em Paris, com a cumplicidade do embaixador argentino na França.

Como pode haver solidariedade entre os detidos? Desconfiança, ambiguidade e confusão prevalecem.

Isso precisa ser denunciado repetidamente!

Às vezes, as coisas saem do controle. Lembremos o assassinato das duas freiras francesas, que levou a França a protestar. A organização da Copa do Mundo da FIFA de 1978 na Argentina proporcionou uma oportunidade para denunciar violações dos direitos humanos. Em 1980, na Assembleia Nacional Francesa, sobreviventes testemunharam os horrores cometidos. E foi a Guerra das Malvinas, desastrosa para o regime argentino, que acelerou sua queda.

Hoje, o edifício da ESMA é Patrimônio Mundial da UNESCO, transformado em museu e memorial, mas permanece ameaçado pelo regime de Javier Milei. A luta, portanto, nunca termina, e a memória não deve ser esquecida.

E as autoras nos convocam a permanecer vigilantes.

"Este livro serve como um alerta sobre o que o poder ilimitado pode fazer aos indivíduos, sobre o perigo representado pela ascensão do autoritarismo que nega a algumas pessoas o seu direito de existir, e sobre as formas mais sutis que a crueldade pode assumir."

* Marina Franco e Claudia Field (orgs.)
Crimes Contra a Humanidade na ESMA
Anamosa, 2026

Marina Franco e Claudia Field serão convidadas do programa de rádio Femmes libres (Mulheres Livres) na quarta-feira, 11 de março, das 18h30 às 20h30, na Rádio Libertaire.

https://monde-libertaire.net/?articlen=8842
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