|
A - I n f o s
|
|
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists
**
News in all languages
Last 40 posts (Homepage)
Last two
weeks' posts
Our
archives of old posts
The last 100 posts, according
to language
Greek_
中文 Chinese_
Castellano_
Catalan_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Français_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkçe_
_The.Supplement
The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Français_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours |
of past 30 days |
of 2002 |
of 2003 |
of 2004 |
of 2005 |
of 2006 |
of 2007 |
of 2008 |
of 2009 |
of 2010 |
of 2011 |
of 2012 |
of 2013 |
of 2014 |
of 2015 |
of 2016 |
of 2017 |
of 2018 |
of 2019 |
of 2020 |
of 2021 |
of 2022 |
of 2023 |
of 2024 |
of 2025 |
of 2026
Syndication Of A-Infos - including
RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups
(pt) US, BRRN: Coordenação Anarquista Brasileira - Coordenação Anarquista Brasileira (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Sat, 8 Aug 2026 08:26:52 +0300
1. Poderia começar descrevendo as origens do CAB e as várias fases pelas
quais o projeto passou, desde 2002? Poderia detalhar as diferenças entre
a fase de "fórum", a fase de "coordenação" e talvez qual será a
trajetória futura?
CAB: As mudanças pelas quais a CAB passou ao longo do tempo refletem os
desafios de encontrar um caminho comum de ação em um país tão vasto
quanto o Brasil. Essa trajetória começou com colaborações entre diversos
grupos no Brasil, guiadas por uma iniciativa compartilhada: construir um
arcabouço para a ação anarquista fundamentado na organização coletiva e
em uma conexão direta com as lutas nos territórios e espaços construídos
por seus ativistas a partir de uma perspectiva de organização popular e
autônoma.
A formação do Fórum de Anarquismo Organizado (FAO) se concretizou a
partir da experiência dessas diversas organizações, buscando compreender
como unir suas capacidades para propor uma análise da situação atual e
uma ação conjunta com marcos táticos e estratégicos, articulando as
necessidades das diversas lutas e a compreensão do Brasil como um todo
diverso, porém singular. Naquela época, o Fórum já contava com ampla
representação de diversos estados distribuídos pelas cinco regiões do
Brasil.
Entendimentos comuns sobre a interpretação do momento político e social
brasileiro, bem como a necessidade de articulação conjunta de linhas e
táticas políticas para cada momento de transformação, foram gradualmente
construídos nesses espaços nacionais, evoluindo ao longo do tempo para
acordos cada vez mais sólidos e uma busca por padrões mais concretos
para processos de filiação, formas de ação social e a construção de um
"perfil militante" e propaganda capaz de apresentar o anarquismo como
uma força de transformação em nosso contexto.
Cada um desses acordos, com diferentes graus de influência nas operações
diárias das organizações, moldou gradualmente novas etapas
organizacionais, que se distinguiram por diferentes denominações, como
"Construção", "Fórum" ou "Coordenação", sendo esta última a forma
organizacional pela qual nos identificamos hoje. Gradualmente, os
processos cumulativos de formação de núcleos, estruturas de tomada de
decisão e o estabelecimento de órgãos executivos e deliberativos
permitiram-nos construir uma rede cuja escala consolidou uma presença
nacional. Nossos planos incluem acordos de coordenação ainda mais
definidos entre cada uma de nossas seções locais, a expansão da
organização por todo o território nacional - abrangendo desde os centros
urbanos até as áreas menos populosas e mais rurais - e a consolidação de
uma coordenação cada vez maior com as organizações de nossos países
irmãos na América Latina.
Além dessas conquistas, uma tarefa importante para uma organização
política que nada contra a corrente seria também construir as relações
políticas e as capacidades de seus ativistas, e permitir que tais
esforços gerem força acumulada a longo prazo, apesar das dificuldades
que os regimes políticos e o modo de produção impõem a todos nós.
Persistimos e insistimos nessa tarefa por mais de 30 anos, o que assumiu
a importância de um processo histórico de construção ininterrupta do
anarquismo organizado no Brasil e, especificamente, fazemos parte da CAB
há 14 anos.
2. A CAB é composta por diversas organizações nos vários estados e
regiões do Brasil. Como essas organizações regionais foram estabelecidas?
CAB: Inicialmente, cada uma dessas organizações foi estabelecida por
meio de sua própria dinâmica, por indivíduos e coletivos que vieram a
conhecer e estudar o anarquismo separadamente ao longo de suas vidas em
suas respectivas regiões. De grupos que lutavam para preservar as
estruturas estudantis que garantem o acesso ao ensino superior no
Brasil, a grupos de trabalhadores organizados para lutar por direitos
trabalhistas, em geral, os primeiros grupos entraram em contato com o
anarquismo por meio de grupos de estudo sobre possíveis formas de
confrontar o capitalismo e por meio da inspiração em experiências como
as da FAU, FAG, da Revolução Espanhola e da Plataforma Organizacional,
que foram estudadas e discutidas por meio de diálogos entre esses
ativistas. Essas ideias se tornaram a força motriz por trás da
organização dessas pessoas em uma estrutura orgânica.
Ao longo da organização do CAB, houve vários esforços para encontrar
grupos de indivíduos em outros locais com o mesmo desejo de organização.
Cada uma das organizações se concentrou em uma região geográfica
específica para dialogar e formar pequenos grupos com potencial para
construir novas organizações locais. Hoje, continuamos buscando
organizar novos grupos, seja ativamente, reunindo e organizando
anarquistas em seus territórios por meio de núcleos do CAB, seja
acolhendo pessoas e grupos interessados em nossa estratégia organizacional.
3. Quais são as áreas de organização de movimentos sociais que a CAB
prioriza estrategicamente? Em outras palavras, em que áreas de atuação
os militantes da CAB estão envolvidos?
CAB: As três principais áreas de luta em torno das quais as pessoas da
CAB se organizam são os movimentos trabalhista, estudantil e territorial:
Por lutas trabalhistas, nos referimos a grupos organizados de
trabalhadores que lutam por direitos relacionados aos seus locais de
trabalho, como melhores salários, jornadas de trabalho mais curtas e
garantias de segurança no trabalho, entre outras questões.
As lutas estudantis geralmente reúnem estudantes do ensino superior em
torno de questões como garantir a continuidade do funcionamento das
universidades públicas - cujos orçamentos são frequentemente ameaçados
por governos neoliberais -, o investimento na melhoria dos espaços para
o desenvolvimento do conhecimento e da ciência, bem como políticas
públicas que permitam que estudantes de origem operária e de baixa renda
permaneçam na universidade, com assistência para alimentação e moradia.
Na esfera territorial, os ativistas estão unidos na luta para garantir o
acesso à terra, seja para trabalhar de forma independente, preservar os
modos de vida tradicionais ou assegurar moradia digna e acesso a
serviços públicos comunitários, como saúde, transporte público ou
infraestrutura urbana. Este campo reúne reforma agrária, movimentos
indígenas, movimentos de bairro, bibliotecas comunitárias, iniciativas
de educação popular, a luta por justiça reprodutiva, rádios comunitárias
e grupos de arte urbana.
Uma característica importante é a solidariedade entre esses campos de
luta. Diversos espaços compartilham o entendimento das lutas que devem
ser travadas em conjunto e buscam coordenar suas demandas. Além disso, a
CAB defende a criação desses espaços em estreita consonância com a
construção de uma sociedade antirracista e antipatriarcal, buscando
mecanismos para combater essas formas de opressão no cotidiano, dentro
dos espaços em que atuamos.
4. O documento da Plataforma publicado por Dielo Truda já tem 100 anos.
O quadro proposto no documento ainda é relevante em 2026? Como a CAB se
relaciona com as ideias nele apresentadas?
CAB: Existe uma visão amplamente difundida na América Latina, apoiada
por registros históricos, de que o conceito de "especifismo" foi uma
criação original da Federação Anarquista Uruguaia, com o objetivo de
coordenar a organização anarquista específica com os movimentos sociais
da região dentro de um modelo de luta horizontal, no qual a influência
dos dois níveis seria mútua e contínua - um conceito que hoje poderia
ser descrito como "Dualismo Organizacional".
Ao longo do desenvolvimento do anarquismo em nosso continente e por meio
do contato com novas traduções de documentos de vários idiomas,
pesquisadores e ativistas anarquistas não puderam deixar de notar as
semelhanças entre o nosso desenvolvimento e as ideias e formulações
propostas pelo grupo Dielo Truda.
Nos últimos anos, um número crescente de ativistas e organizações tem
entrado em contato com a tradução portuguesa da Plataforma
Organizacional, que teve um impacto significativo na compreensão dos
percursos históricos trilhados por diversos ativistas anarquistas em
diferentes lugares e nos aproximou de organizações com propostas
semelhantes em todo o mundo. O texto é frequentemente estudado e,
juntamente com o livro A Estratégia do Especifismo , de Juan Carlos
Mechoso , tornou-se leitura essencial para a compreensão das proposições
e dos caminhos da estratégia organizacional do anarquismo.
5. Como a CAB se coordena e se comunica com suas organizações irmãs em
todo o continente sul-americano? Que tipo de trabalho vocês realizam em
conjunto?
CAB: A história do anarquismo no Brasil está intimamente ligada a
organizações de todo o continente. A influência e o apoio da fAU no
Uruguai, nossos laços com a Federação Anarquista de Rosário na Argentina
e todas as outras iniciativas organizacionais que surgiram ao longo dos
anos são indissociáveis da história da CAB.
O objetivo desta coordenação, agora materializada na Coordenação
Anarquista Latino-Americana (CALA), é compartilhar uma compreensão do
momento político e social do nosso continente em relação ao mundo, as
relações de exploração organizadas pela burguesia entre os nossos
países, e um interesse ativo em apoiar e estruturar novas organizações
em cada país e em cada lugar onde haja sede de luta por transformação
social que nos garanta uma sociedade socialista e libertária.
6. A corrente do 'anarquismo organizado' parece estar crescendo em todo
o mundo, inclusive na América Latina. A que você atribui esse fenômeno?
CAB: O avanço do capitalismo e suas crises cada vez mais frequentes
impõem uma necessidade aos povos do mundo: criar ferramentas para unir
nossas forças e lutar por um mundo novo.
Um mundo com maior igualdade econômica, de gênero e racial entre as
pessoas - em contraste com o capitalismo, o racismo e o patriarcado em
que vivemos. Um mundo cuja relação com a Terra seja de cuidado e
equilíbrio - em contraste com a destruição de biomas e modos de vida
indígenas, e com a mineração e a extração de hidrocarbonetos que poluem
rios, terras e o ar. Um mundo com garantias de educação abrangente e
ampla, onde o acesso à arte e ao lazer não seja um luxo, onde a vida
seja alegre e digna.
Na América Latina, esses sonhos foram perseguidos e esmagados ao longo
do último século por ditaduras impostas pelo Estado e pela burguesia,
aterrorizadas pela capacidade do povo de se organizar e exigir essa
transformação necessária. Estamos testemunhando um grande retrocesso no
processo de organização do anarquismo e de outras vertentes do
socialismo em nosso continente.
Ao longo dos últimos 40 anos, após um longo período de resistência à
ditadura, organização clandestina e construção de redes subterrâneas, o
anarquismo teve a oportunidade de retomar a propaganda e debater
publicamente suas ideias. Durante esse período, organizações anarquistas
ressurgiram abertamente, num longo e contínuo processo de reconstrução
que se estende até os dias de hoje. Não faltaram oportunidades para
colocar essas ideias em prática. Travamos imensas lutas, como o
movimento antiglobalização da década de 1990, a ascensão do
neoliberalismo e as repetidas tentativas de destruir tudo o que foi
construído como garantia coletiva - como nosso sistema público de
educação, o Sistema Único de Saúde, as redes públicas de distribuição de
energia e água e até mesmo a indústria de alta tecnologia, onde os
sindicatos exercem influência significativa.
As lutas ao longo dos anos fortaleceram a capacidade dos anarquistas no
Brasil, na América Latina e no mundo de confrontar os opressores -
aqueles que estão no topo - por meio da iniciativa, do esforço e da
organização dos oprimidos, aqueles que estão na base.
https://www.blackrosefed.org/platform-100-interviews-vol-1/#coordenacao-anarquista-brasileira-brazilian-anarchist-coordination
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe https://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt
- Prev by Date:
(pt) France, OCL CA #361 - Pontos a considerar relativamente à tendência para a direita na sociedade (Parte Um) (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
- Next by Date:
(pt) US, BRRN: Organização Socialista Libertária - Organização Socialista Libertária (Brasil) VI. (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
A-Infos Information Center