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(pt) France, Monde Libertaire - Resista ao racismo de Estado! (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Fri, 19 Jun 2026 08:16:54 +0300
Mobilização estudantil e antirracista em Rennes ---- Este artigo dá
sequência aos nossos artigos anteriores sobre mobilizações estudantis em
Rennes[aqui e aqui]. Neste último, convocamos a participação no protesto
desta terça-feira, 12 de maio, contra as taxas de matrícula
diferenciadas para estudantes internacionais na Place Hoche. ---- Quem
está convocando? ---- Em 9 de maio, foi divulgado um comunicado à
imprensa, assinado por sindicatos como Solidaires Étudiant-es (SESL),
Sud Education, Sindicato Pirata (UP) e CGT Ensino Superior (CGT FERC
SUP), organizações estudantis como Le Poing Levé (LPL), Estudantes
Muçulmanos da França (EMF) e até mesmo a Federação de Redes de
Estudantes da Alta Bretanha (FARE)! Será que os apoiadores de Macron
finalmente estão agindo? A situação está realmente complicada! É
importante mencionar também a presença da Associação de Senegaleses de
Rennes (ARSER), que esteve na linha de frente da oposição a essa medida.
A declaração deles foi inequívoca: "Não às taxas de matrícula racistas"
e serviu como um chamado à ação.[veja aqui:
https://www.instagram.com/p/DYJw2mljNGD].
Por que a indignação?
Essa nova medida faz parte de um contexto mais amplo de racismo de
Estado e destruição do Ensino Superior e da Pesquisa (ESR). Já existe há
algum tempo! A medida racista de diferenciar as taxas para estudantes
não europeus remonta ao Plano Estudantil de 2018 e ao seu componente
cinicamente denominado "Bem-vindo à França", que enfrentou forte
resistência! Essa resistência permitiu a implementação parcial da
medida, apenas em uma minoria de universidades, e geralmente sem a
cobrança da taxa integral, como na Universidade de Rennes. Essa disputa
entre universidades e governo é um problema recorrente, que ganhou forma
com a Lei das Liberdades e Responsabilidades das Universidades (LRU) de
2007, de autoria de Pécresse. Essa lei fortalece o poder dos reitores,
permitindo-lhes gerenciar melhor a escassez de recursos imposta pelo
governo e usada como moeda de troca para aprovar sua agenda sem grandes
protestos sociais. E desde 2007, a situação piorou... Falta dinheiro!
Com a lei de 2007, o financiamento deixou de ser garantido pelo Estado,
então as universidades estão buscando investidores em pesquisa, como
fabricantes/vendedores de armas ou até mesmo as forças armadas. O CROUS
(serviços estudantis) está aumentando os aluguéis e oferecendo refeições
cada vez mais precárias, além de querer cobrar mais dos estudantes
internacionais! O governo, perdendo a paciência com a resistência das
universidades, optou por uma abordagem autoritária, impondo decretos sem
se preocupar em buscar aliados dentro da comunidade acadêmica.
O que devemos fazer?
Hoje precisamos resistir em todos os lugares, faculdade por faculdade,
para impedir a implementação de mensalidades diferenciadas, mas também
para nos unirmos nacionalmente contra o governo. Um lembrete histórico:
desde a Lei Devaquet de 1986, que regeu o ensino superior e a pesquisa e
foi derrotada nas ruas, impor as coisas à força não funciona... Esses
estudantes incríveis estão lutando! E, aparentemente, isso é até
considerado antifascista!
Mas, mais concretamente, para resistir de forma eficaz e sustentável
(não apenas quando há uma implementação forçada), precisamos nos
organizar, e que melhor maneira de fazer isso do que através do
sindicalismo como um contrapoder concreto? Seja contra a universidade, o
CROUS (organização de serviços estudantis) ou o Estado (representado
localmente pelas prefeituras).
Vamos realizar alguma ação no dia 12 de maio?
Apenas cerca de cinquenta pessoas se reuniram no centro da cidade. Após
alguns discursos, marcharam até a Prefeitura da Região da Bretanha,
entoando diversos slogans. Houve mais alguns discursos e, em seguida,
eles retornaram à Place Hoche, ainda entoando slogans. Aqueles
estudantes certamente têm vozes poderosas! Ao microfone, convocaram as
pessoas para o protesto na Place de la République, organizado pelo
coletivo "Bouge ta pref' 35", e um bom número de pessoas compareceu.
A luta está convergindo?
Às 14h, na Place de la République, o protesto convocado pelo Bouge Ta
Pref' 35 contou com o apoio do Solidaires 35, do Comitê Intermovimentos
para Evacuados (CIMADE), do Movimento Contra o Racismo e pela Amizade
entre os Povos (MRAP), da Liga dos Direitos Humanos e de diversos grupos
de bairro. A ideia era realizar grandes sessões de informação
administrativa para protestar contra as dificuldades na obtenção de
autorizações de residência, a necessidade de justificar a própria
existência perante as prefeituras e os longos prazos de processamento.
Graças à ampla divulgação, mais de vinte voluntários se mobilizaram para
ajudar com os procedimentos administrativos e ensinar francês a quem
precisasse, e dezenas de apoiadores, incluindo nossos queridos alunos,
participaram do encontro online.
E o que vem a seguir?
Na quarta-feira, 10 de junho, a rede Bouge Tes Prefs convoca uma ação em
todo o país. Para melhor preparar este evento, uma reunião pública será
realizada na quinta-feira, 28 de maio, às 10h, no Centro Comunitário
Villejean, em Rennes.
Do lado estudantil, uma mobilização ocorrerá em 26 de maio, convocada
por um grupo intersindical nacional, com a participação da Associação de
Estudantes Muçulmanos da França (EMF), para reforçar a oposição à medida
unanimemente rejeitada pela comunidade universitária, mesmo que ainda
não tenha mobilizado grandes multidões. E quanto a Rennes? A definir,
pois as organizações locais ainda não emitiram uma convocação para ação.
Organizem-se e lutem para vencer!
Apesar dos contratempos, mantenhamos a esperança viva!
E diante do racismo de Estado, união e resistência!
Clave, Buse e Elodie, do Grupo La Sociale, Rennes.
(ilustrações retiradas de @noussolidaires no Instagram)
https://monde-libertaire.net/?articlen=8992
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