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(pt) Brazil, UNIPA, #81 - 8 de março: Pela Fúria Revolucionária das Mulheres contra o patriarcado, o capitalismo e o Estado! (ca, de, en, it, tr) [traduccion automatica]
Date
Thu, 3 Apr 2025 09:07:42 +0300
O 8 de março é o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Nesta data
recuperamos a memória das lutas das mulheres trabalhadoras durante a
Revolução Russa, quando ocuparam as ruas por "Pão e Paz". O 8 de março é
um dia de luta e de memória de todas aquelas que tombaram para que
alcançássemos os direitos que temos hoje. Rememoramos algumas mulheres
do povo como Dandara dos Palmares, Rosa da Fonseca, as mães que com
ousadia insistem em cotidianamente enfrentar o Estado por justiça, as
mulheres indígenas e quilombolas que sacrificam seus corpos-territórios
na defesa de seus povos.
As mulheres trabalhadoras tem desenvolvido grande participação em
diferentes espaços de luta, como a defesa de territórios indígenas e
quilombolas, na defesa de moradias urbanas, nas barricadas e nas greves.
As mulheres desempenham papeis importantes na organização da sociedade e
na luta da classe trabalhadora.
As mulheres trabalhadoras realizam múltiplas tarefas, tanto no trabalho
remunerado que lhes garante o sustento ou em atividades não remuneradas
como o trabalho doméstico. Além deste trabalho, dado a estrutura
patriarcal, nós vivenciamos em maior medida que os homens as atividades
com o cuidado com filhos, pessoas doentes, idosos, ou mesmo o cuidado
com a manutenção de uma casa funcional, fazendo a comida, lavando louça
e roupas, realizando a limpeza da casa. De acordo com PNAD, uma pesquisa
realizada pelo IBGE, em 2022, as mulheres ocupadas dedicaram, em média
9,6 horas por semana a mais que os homens nos afazeres domésticos e/ou
cuidado de pessoas. Ainda de acordo com a pesquisa do grupo total de
mulheres ocupadas (ou não) quem realiza mais afazeres domésticos são as
mulheres pretas.
O trabalho doméstico no próprio lar é um serviço não remunerado. É
trabalho não pago. Mas ele é essencial para a reprodução das condições
de vida de toda a classe trabalhadora, permite reposições de energia e
descanso para o dia seguinte de trabalho, permite a criação dos filhos,
os futuros trabalhadores da sociedade. De acordo com dados do IBGE, em
2022, 47% das mulheres estão fora do "mercado de trabalho", porque
muitas delas não tem tempo para dedicar-se ao trabalho remunerado frente
ao tempo gasto com as atividades domésticas.
Passam-se os anos e algumas questões se repetem como a desigualdade
salarial entre homens e mulheres. De acordo com dados do Dieese as
mulheres ocupadas em 2023 recebiam 22,3% menos do que o recebido pelos
homens e as mulheres com ensino superior recebiam 35,5% a menos do que
eles. Mulheres negras recebem 50,2% menos que homens brancos. Assim, a
exploração do trabalho ocorre de maneira diferenciada entre mulheres e
homens e marcada, também, pela raça.
A luta das mulheres é uma luta contra o Estado, o capitalismo e o
patriarcado!
Nós mulheres pretas, periféricas, quilombolas, indígenas não temos um
dia de descanso, todos os dias acordamos e iniciamos a luta contra o
capitalismo e contra o Estado que insiste em matar nossos filhos negros,
indígenas e pobres. O mesmo capitalismo que consume nossas horas de vida
frente a exploração do trabalho e que tem como seu comparsa o Estado que
não garante os nossos direitos permitindo que nós, nossos companheiros e
filhas (os) sejam constantemente explorados. Somamos nossa voz pelo fim
da escala 6×1 que a maioria dos nossos estão submetidos e que nós
mulheres vivenciamos de forma tão desumana haja vista as outras diversas
atividades que nos são impostas pelo patriarcado.
O Estado é um órgão capitalista, patriarcal, racista e colonial. Os
governos de direita e de esquerda, administradores desse órgão, tem
demonstrado o quanto o Estado não se importa com as mulheres. Nos
governos de direita existe o aberto repúdio às mulheres. O governo
Lula/PT tenta disfarçar o patriarcado presente no Estado colocando
mulheres para participarem do seu governo, como Dilma/PT fez colocando
Kátia Abreu/Progressistas no seu governo. Assim, a experiência com os
governos PT demonstra que é preciso romper com o feminismo imperial que
procuram integrar e acomodar as mulheres dentro dos interesses do
Estado. A incorporação destas mulheres ao Estado é a capitulação de
lideranças femininas ao Estado patriarcal, racista e colonial.
Em 2024, ao menos 1.387 mulheres foram assassinadas por razões
relacionadas ao gênero, uma média de quatro feminicídios por dia. O
Brasil segue como o país do transfeminicídio, travestis e mulheres trans
representam 97% dos casos. As mudanças de governos, independente das
cores, não diminuíram substancialmente as taxas de feminicídio e
transfeminicídio, pois essa é uma questão cultural que não pode ser
resolvida somente por mudanças na legislação, mas no combate em
movimentos populares. Observamos algumas pautas pela autodeterminação de
nossos corpos serem esquecidas, como a luta pelo direito ao aborto, que
leva milhares de nós mulheres a morte. As nossas tarefas como lutadoras
que vão às ruas neste 8 de março é reforçar os movimentos e abandonar as
ilusões com os governos e com o Estado. Nesse sentido, a luta das
mulheres também deve ser uma luta contra o Estado.
Compreendemos que a solução será feita por e para nós, mulheres do povo,
desenvolvendo redes de apoio mútuo, comitês de autodefesa nos locais de
estudo, moradia e trabalho, trilhando caminhos para superação da
exploração capitalista e das diversas opressões que nos assolam. Essa
construção revolucionária começa criando nossa autonomia, nossa luta,
nossas organizações e não fortalecendo o poder estatal e dos capitalistas.
Então, pelo que lutamos?
Lutamos pela libertação do povo que passa necessariamente pela
libertação das mulheres! Reivindicamos: a) creches, restaurantes e
lavanderias públicas e comunitárias para a coletivização do trabalho
doméstico e retirada do peso do trabalho, liberando horas e condições
para as mulheres se organizarem e lutar; b) equiparação salarial das
mulheres frente aos homens e medidas de geração de renda própria para
mulheres permitindo mais respeito e independência financeira; c) punição
exemplar contra assédio no ambiente de trabalho e prevenção; d) casas de
apoio mútuo às mulheres desamparadas, vítimas de violências e
desemprego; medidas para inibir abusos e assédio nas ruas, como
iluminação pública e transportes mais adequados; organização de comitês
para a autodefesa pessoal e coletiva.
A LUTA DA MULHER É A LUTA DO POVO CONTRA O CAPITAL E O ESTADO!
https://uniaoanarquista.wordpress.com/2025/03/08/8-de-marco-pela-furia-revolucionaria-das-mulheres-contra-o-patriarcado-o-capitalismo-e-o-estado/
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