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(pt) Brazil, Capixaba, FACA: Votar é domesticar a revolta (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Mon, 14 Sep 2026 09:19:53 +0300
Companheir@s, chega de acreditar no conto de fadas da democracia
burguesa! A urna não é um instrumento de libertação, mas um caixote onde
enterramos nossa autonomia enquanto os algozes do capital afiam suas
garras. O voto é o ópio do povo moderno, a válvula de escape que a
classe dominante inventou para nos fazer cúmplices da nossa própria
submissão. Enquanto depositamos nossa esperança num papel amassado, a
polícia segue trucidando a periferia, o patrão segue espremendo o suor
do operário e a máquina estatal segue girando para acumular riqueza nas
mãos de poucos. Não se iluda: a cabine indevassável é o túmulo da revolta.
Olhe para o Espírito Santo, essa terra fértil regada a sangue indígena e
suor escravo. Escolher entre o coronel Ferraço e o oportunista Pazolini
é o mesmo que escolher entre a coronhada e o cassetete. Ambos são
fantoches do mesmo sistema podre; ambos juram lealdade à mesma
Constituição feita para proteger o latifúndio e o capital financeiro.
Com Ferraço ou Pazolini, o trabalhador de Cariacica continuará acordando
às 4 da manhã para ganhar um salário que mal paga o pão. A juventude
negra de Vila Velha continuará sendo alvo da bala perdida. As terras
indígenas continuarão sendo invadidas pelo agronegócio assassino. Não há
saída institucional para a violência estrutural, porque a violência é a
própria base da instituição. A troca de máscaras no carnaval da opressão
não engana ninguém que tenha sangue nos olhos.
Nós, anticapitalistas e antiestatistas, recusamos esse jogo de cartas
marcadas. Nossa liberdade não se conquista numa fila de domingo, mas se
constrói no dia a dia, com as mãos calejadas e a solidariedade ardendo
no peito. Nossa práxis é o apoio mútuo - o prato de comida dividido na
ocupação, o remédio conseguido sem burocracia, a defesa coletiva contra
o despejo. Nossa bússola é a autogestão - a fábrica tomada que produz
para as necessidades da comunidade, a horta urbana plantada onde antes
havia entulho, a escola horizontal onde o saber é trocado e não imposto.
Nosso horizonte é o federalismo - a articulação descentralizada entre
bairros e cidades, sem chefes, sem presidentes, sem governadores, onde a
decisão emerge da base para a base. Enquanto os políticos negociam em
gabinetes climatizados, nós tecemos redes de resistência que ignoram as
fronteiras do estado capixaba.
E é aí que mora a diferença crucial. Enquanto a mídia e os partidos
hipnotizam as massas com o ritual eleitoral, a Federação Anarquista
Capixaba (FACA) está na trincheira real, construindo o amanhã hoje. Não
nos vemos nas câmaras legislativas, mas nas cozinhas coletivas
alimentando os famintos; não nos vemos nos palanques, mas nas
assembleias de bairro organizando a luta contra o aumento da passagem;
não nos vemos nos decretos, mas nas ocupações urbanas que devolvem à
terra sua função social. A FACA semeia a insubordinação diária, combate
o racismo e o patriarcado em cada ato, e organiza a greve geral sem
pedir licença ao Estado. A construção da liberdade é um martelo batendo
na corrente todos os dias, não uma promessa vazia para daqui a quatro anos.
Portanto, recusemos esse ritual patético que se repete de quatro em
quatro anos como um replay do inferno! Recusemos a farsa que nos reduz a
meros números em um sistema de dominação. A saída para a classe
trabalhadora e oprimida não está na cabine indevassável, mas na rua, na
fábrica, na favela e na terra. A saída é o anarquismo - a única doutrina
que nos devolve a soberania sobre a própria existência. Rasgue seu
título de eleitor, cospe no manual de cidadania burguesa e junte-se a
nós! A Federação Anarquista Capixaba está de pé, construindo o amanhã
hoje. Não vote. Organize-se. A revolução social é urgente, e ela não
espera a benção de nenhum político.
Federação Anarquista Capixaba - FACA
Filiada à União Anarquista Federalista - UAF
https://federacaocapixaba.noblogs.org/post/2026/08/17/votar-e-domesticar-a-revolta/
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