A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 40 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Greek_ 中文 Chinese_ Castellano_ Catalan_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ _The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours | of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006 | of 2007 | of 2008 | of 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012 | of 2013 | of 2014 | of 2015 | of 2016 | of 2017 | of 2018 | of 2019 | of 2020 | of 2021 | of 2022 | of 2023 | of 2024 | of 2025 | of 2026

Syndication Of A-Infos - including RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups

(pt) Italy, Sicilia Libertaria #469 - ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO - Saúde Mental e Maternidade (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]

Date Thu, 13 Aug 2026 07:14:34 +0300


Mais uma mulher morreu. Desta vez, não pelas mãos de um homem, mas por sua própria decisão, levando tragicamente seus filhos consigo. Anna Democrito, de 46 anos, atirou-se do terceiro andar segurando um terço, após se desfazer de seus três filhos, o mais novo com apenas 4 meses de idade. Ela e seus dois filhos menores morreram, enquanto sua filha mais velha, de 6 anos, está na UTI em estado grave. ---- A tragédia ocorrida em Catanzaro em abril passado provocou um debate público, como de costume, empobrecido e pálido, centrado em polarizações simplistas e insignificantes. Desde o rótulo de "mãe antinatural" que a falecida recebeu da respeitabilidade de direita, que sempre aproveita todas as oportunidades para definir rigidamente os parâmetros da maternidade e da feminilidade e encontra toda justificativa em uma tragédia como essa para bradar às massas "rosadas" sobre o comportamento adequado, até as defesas progressistas de uma depressão pós-parto que, na prática, não foi diagnosticada.

Mas a cereja do bolo, mais uma vez, foi a Igreja, que geralmente ataca ferozmente esses atos, sendo a principal inimiga do suicídio e ainda mais do filicídio materno, e, no entanto, foi a voz mais sensata Brasil, Bento Goncalves/RS, OSL: é horrível escrever isso Brasil, Bento Goncalves/RS, OSL: de todas. Sem dúvida tocada pela presença de um rosário na cena do crime, confirmando que o último pensamento da mulher foi de redenção, mas ainda mais compelida pelo discreto ativismo de Demócrito na paróquia, ela falou de "dor invisível", enfatizando a verdadeira centralidade da questão, sinal de uma sabedoria que, por não ser desinteressada, perde seu valor, mas que nos oferece a oportunidade para uma reflexão alternativa. A cereja do bolo, porém, é o fato de que, ao trazer à tona um conteúdo interessante, ela claramente teve que narrar um perfil psicológico inteiramente centrado na boa mulher de fé e bondosa filha de Deus, eliminando-se, como sempre, da lista de vozes autorizadas em um nanossegundo.

Quanto à "dor invisível" mencionada e que está sendo investigada pelo Ministério Público, certamente se trata de algo mais complexo do que uma mera falta de instinto materno (que, em nível psicanalítico, não significa absolutamente nada) ou depressão pós-parto. Declarações de familiares e conhecidos apontam nessa direção, mencionando problemas emocionais e comportamentais preexistentes para os quais nada foi feito e que certamente podem ter se agravado durante um período que se presume ser complexo, mas sobre o qual nada se sabe.

O ponto realmente útil, a meu ver, é justamente este: conceber a saúde mental como um direito fundamental de toda pessoa, e sua ruptura ou ausência como algo não atribuível a uma única causa. Além disso, o fato de, no caso de uma mulher grávida, presumir-se que essa seja a razão de seu sofrimento incorpora um dos estereótipos de gênero mais sutis e menos óbvios, já que aparenta ser uma defesa. Na realidade, é mais provável que seja uma faca de dois gumes, que impõe suposições e obscurece as camadas que nos compõem, inclusive as mulheres. Se no passado era o ciclo menstrual que carregava o fardo do sofrimento pessoal, agora é a sexualidade feminina, especialmente quando se desviava do que era considerado normal. Mesmo hoje, a maternidade continua sendo o lugar para reprimir tudo e arquivar o problema.

Isso não significa que as mulheres não possam sofrer de depressão pós-parto, que o ciclo menstrual não possa causar sofrimento hormonal e, portanto, emocional, ou que uma certa sexualidade feminina Brasil, Bento Goncalves/RS, OSL: assim como a masculina Brasil, Bento Goncalves/RS, OSL: possa ser sintoma de sofrimento. Mas esses são casos específicos que precisam ser explorados a fundo e requerem um diagnóstico, o que, por sua vez, exige que a pessoa embarque em uma jornada terapêutica significativa. Fora dessas etapas necessárias, uma tragédia como a de Catanzaro permanece marcada por mais incógnitas do que certezas, e só podemos abordá-la com suposições presunçosas. O fato de a promotoria ser movida por uma necessidade obsessiva de encontrar uma razão, e de geralmente ser muito boa em encontrá-la em clichês, não altera a realidade dos fatos, mesmo que de alguma forma os falsifique. A realidade é que Demócrito era uma mulher psicologicamente doente, sofrendo de uma doença indefinível, já que nunca havia sido investigada, e que algo a levou ao ato quádruplo sem retorno.

Anna, como todas as outras mulheres envolvidas em dinâmicas semelhantes que sofrem de angústia psicológica não resolvida, tem o direito de ser deixada em paz e provavelmente precisaria de cuidados e apoio muito antes do período pós-parto, e talvez até mesmo antes de se tornar mãe. Na sociedade ocidental, que medicamente se concentra em sintomas e doenças em vez de manter um estado de saúde Brasil, Bento Goncalves/RS, OSL: como, por exemplo, fazem certas medicinas asiáticas Brasil, Bento Goncalves/RS, OSL: a saúde mental é algo construído quando a psique já foi comprometida por trauma, angústia e doença. Na realidade, porém, como se trata de "saúde", ela deve ser estruturada e apoiada muito antes que qualquer uma dessas condições possa ocorrer. E é um direito fundamental de toda pessoa poder usufruir de serviços abrangentes e gratuitos, concebidos para manter o bem-estar físico e mental. Caso contrário, uma mulher que enfrenta o parto e suas etapas subsequentes está sempre em risco de desmoronar, assim como qualquer pessoa que enfrenta um momento complexo em sua vida.

Em vez de perpetuar estereótipos de gênero, é urgente começar a falar sobre saúde mental como algo mais complexo e necessário. Embora seja verdade que já não seja um tabu e possa ser discutido, é igualmente verdade que falar sobre isso dessa forma é algo terrível. E quando se trata de mulheres, torna-se duplamente grave devido aos inúmeros estereótipos, fardos e negligência que recaem sobre aquelas que nascem ou são criadas como mulheres, e nós nos opomos a tudo isso.

Désirée Carruba Toscano

https://www.sicilialibertaria.it/wp-content/uploads/maggio-2026_compressed.pdf
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe https://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt
A-Infos Information Center