|
A - I n f o s
|
|
a multi-lingual news service by, for, and about anarchists
**
News in all languages
Last 40 posts (Homepage)
Last two
weeks' posts
Our
archives of old posts
The last 100 posts, according
to language
Greek_
中文 Chinese_
Castellano_
Catalan_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Français_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkçe_
_The.Supplement
The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_
Deutsch_
Nederlands_
English_
Français_
Italiano_
Polski_
Português_
Russkyi_
Suomi_
Svenska_
Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours |
of past 30 days |
of 2002 |
of 2003 |
of 2004 |
of 2005 |
of 2006 |
of 2007 |
of 2008 |
of 2009 |
of 2010 |
of 2011 |
of 2012 |
of 2013 |
of 2014 |
of 2015 |
of 2016 |
of 2017 |
of 2018 |
of 2019 |
of 2020 |
of 2021 |
of 2022 |
of 2023 |
of 2024 |
of 2025 |
of 2026
Syndication Of A-Infos - including
RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups
(pt) Brazil, Capixaba, FACA: A crise é permanente, a única saída é horizontal (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Sun, 26 Jul 2026 07:53:42 +0300
A crise do capital não é um acidente de percurso, uma fase passageira ou
um soluço cíclico que se resolverá com ajustes bem-intencionados. Ela é
a sua essência, o seu modo permanente de ser. O capitalismo vive da
exploração ininterrupta dos corpos, dos territórios e dos afetos; sua
"estabilidade" é apenas o silêncio tenso entre uma catástrofe social e
outra. Cada dia de funcionamento normal desse sistema é um dia de crise
para a maioria explorada - crise de moradia, de alimento, de saúde
mental, de sentido. Reconhecer esse caráter crônico da devastação é o
primeiro passo para abandonarmos a ilusão de remendos e assumirmos que a
única resposta à altura é uma organização radicalmente nova, que não se
deixe domesticar.
As fórmulas que nos ofereceram ao longo de mais de um século já deram
todas as provas de seu fracasso. O partido de vanguarda, que prometia
tomar o Estado e emancipar a classe, tornou-se sinônimo de burocracia
autoritária, fuzilamento de dissidentes e capitalismo de Estado. O
sindicalismo institucionalizado, com suas cúpulas negociadoras e fundos
de pensão, aprendeu a gerir a miséria enquanto sufocava a revolta
espontânea do chão de fábrica. A social-democracia, com seu paraíso de
direitos temporários financiados pela espoliação do Sul Global,
revelou-se uma trégua frágil, desmontada sem cerimônia assim que a
acumulação exigiu. Todas essas receitas partem de um mesmo veneno: a
concentração de poder, a delegação da luta a especialistas, a crença de
que uns poucos podem decidir por todas. Já testamos a hierarquia sob
todos os disfarces - e ela nos devolveu, invariavelmente, novas correntes.
A organização dxs exploradxs, para enfrentar uma guerra que não cessa,
precisa ser tão viva e capilar quanto o próprio ataque. Precisa ser
horizontal, onde cada voz tenha peso real e as decisões brotem das
assembleias de base, e não dos gabinetes iluminados. Solidária, porque a
competição que o capital nos injeta é a maior aliada da dominação;
precisamos de apoio mútuo que faça da sobrevivência um ato coletivo de
afeto e resistência. Autogestionária, para que a luta seja, desde já, a
semente do mundo que queremos: sem patrões, sem gerentes da revolução,
sem quem mande e quem obedeça. Essa não é uma utopia ingênua, mas a
prática concreta de quem, nas ocupações de terra e de teto, nas cozinhas
comunitárias, nos piquetes autônomos e nas redes de cuidado, já
demonstra que outra arquitetura social é possível, aqui e agora, sob as
ruínas do presente.
As demais promessas estão sepultadas. O socialismo de Estado ruiu no
século XX, deixando um legado de gulags e desencanto. O reformismo
eleitoral tornou-se gestor da crise, aplaudindo o desmatamento enquanto
distribui migalhas. Resta-nos o anarquismo, não como um dogma do
passado, mas como a única bússola que insiste em não trocar a liberdade
pela eficiência do matadouro. Resta-nos a teia de cumplicidades que não
se deixa capturar por CNPJ, ministério ou comitê central. Resta-nos a
coragem de assumir que somos nós, xs precarizadxs, xs sem-terra, xs
periféricxs, xs indesejadxs, quem podemos - e devemos - dirigir nossos
próprios passos, sem pedir licença a qualquer instância que se coloque
acima de nós. Tudo o que não é horizontal termina verticalmente sobre
nossos corpos.
Por isso, o convite não é para aderir a uma legenda ou aplaudir um líder
- é para arriscar. Experimentar a autogestão na sua ocupação, no seu
bairro, no seu local de trabalho. Transformar a raiva em ação direta,
sem esperar que um comitê aprove. Tecer alianças livres e federadas, que
não procurem tomar o poder, mas dissolvê-lo em milhares de vínculos
comunais. O capital não espera, a crise não dá trégua, e nós também não
podemos esperar. Venha conosco construir um mundo novo no ventre do
monstro: um mundo onde caibam todos os mundos, sem hierarquias, sem
cercas, sem medo. Arrisque, experimente e venha conosco!
Federação Anarquista Capixaba - FACA
https://federacaocapixaba.noblogs.org/post/2026/06/02/a-crise-e-permanente-a-unica-saida-e-horizontal/
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe https://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt
A-Infos Information Center