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(pt) Brazil, Capixaba, FACA: Vida precária, punho erguido: organizar ou morrer (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Wed, 10 Jun 2026 07:38:08 +0300
Chega. ---- Chega de esperar o salvador de paletó, o sindicato de mãos
dadas com o patrão, o político que vai nos dar a mão enquanto a outra
nos apunhala pelas costas. Chega de assistir, de lamentar, de
compartilhar artigo de opinião e achar que isso é luta. A passividade é
o nosso verdadeiro algoz. Ela é a saliva que lubrifica a guilhotina.
---- Olhem ao redor. A precarização não é acidente, é projeto. Seu
salário que não dá pra carne, seu aluguel que come três quartos do mês,
seu tempo de vida trocado por migalhas e um atestado de burnout - tudo
arquitetado. As guerras não são loucura de poucos: são negócio. Cada
bomba que explode longe é financiada pelos mesmos bancos que te negam
crédito, pelos mesmos fundos que compram sua dívida, pelos mesmos
governos que nos chamam de "ameaça" quando pegamos numa bandeira negra.
E a decadência burguesa? Olhem para o espetáculo. Celebridades vendendo
ansiedade como estilo de vida, influenciadores pregando resiliência pra
quem não tem o que comer, uma cultura que transforma desespero em
entretenimento. O inimigo não está apenas na fábrica, no quartel ou no
palácio. Ele está dentro da nossa cabeça quando acreditamos que "não tem
jeito", que "é assim mesmo", que o máximo que podemos fazer é votar e rezar.
Mentira.
A resposta não virá de cima. Nunca veio. Virá de nós, dos nossos punhos
suados, das nossas costas doloridas, das nossas noites em claro
costurando lona para barricada ou imprimindo panfleto na gráfica do
companheiro que arrisca o couro. A resposta é luta. E luta sem
organização é espasmo.
Por isso, para o Primeiro de Maio de 2026, não quero ver bandeira
institucional hasteada por burocrata de gravata. Quero ver assembleia no
bairro, piquete na porta do armazém que explora, greve geral começando
às 6h da manhã. Quero ver o trabalho parado, a produção interrompida, o
silêncio ensurdecedor das máquinas que só se calam quando nós mandamos.
Quero ver os precarizados - entregadores, terceirizados, intermitentes,
os "sem-direitos" - descobrindo que o poder está na rua, não no aplicativo.
Organização não é burocracia. É reconhecer o companheiro do lado, saber
em quem confiar quando o gás lacrimogêneo descer. É ter um plano, um
fundo de resistência, uma gráfica, um telégrafo humano. É aprender com
os que vieram antes - os anarquistas que tombaram nas fábricas, nos
campos, nas guerras civis - e aplicar ao nosso tempo. O inimigo tem
inteligência artificial e satélite. Nós temos o que ele nunca terá: a
certeza de que a terra é de quem nela põe os pés e o suor.
1º de Maio de 2026: vamos parar o mundo. Não com pedido, não com
abaixo-assinado, não com marcha light autorizada pela prefeitura. Vamos
parar com ação direta. O dia em que nenhum caminhão circular, nenhum
lixo for coletado, nenhuma aula for dada, nenhum prato for lavado no
restaurante. O dia em que a burguesia olhar pela janela e ouvir o
silêncio da produção parada - o barulho mais aterrorizante que existe
pra quem vive de explorar.
A precarização da vida só vence quando aceitamos migalhas em troca de
sossego. As guerras só continuam enquanto a classe trabalhadora se mata
entre si por bandeirinhas. A decadência só é suportável enquanto nos
anestesiamos com consumo e futilidade.
Nosso grito não é por "inclusão" no sistema. Nosso grito é pelo fim do
sistema.
Organizar ou ser aniquilado. Lutar ou apodrecer.
Dia 1º de Maio de 2026, a terra treme. E não será terremoto. Serão
nossas botas no asfalto.
Vidas precárias, nenhum minuto a mais de passividade. Às ruas,
companheiros. O futuro não espera - ele se toma.
Liberto Herrera.
Fonte:
https://libertoherrera.noblogs.org/2026/04/27/vida-precaria-punho-erguido-organizar-ou-morrer/
Reproduzimos o texto publicado pelo camarada Liberto Herrera em seu
website, por ocasião do 1º de Maio de 2026.
https://federacaocapixaba.noblogs.org/post/2026/04/29/vida-precaria-punho-erguido-organizar-ou-morrer/
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