A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 40 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Greek_ 中文 Chinese_ Castellano_ Catalan_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ _The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours | of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006 | of 2007 | of 2008 | of 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012 | of 2013 | of 2014 | of 2015 | of 2016 | of 2017 | of 2018 | of 2019 | of 2020 | of 2021 | of 2022 | of 2023 | of 2024 | of 2025 | of 2026

Syndication Of A-Infos - including RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups

(pt) Italy, UCADI, #204 - Novidades - Diásporas e Pátrias (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]

Date Sat, 21 Mar 2026 08:30:14 +0200


Os círculos políticos italianos estão bastante consternados após a investigação conduzida por juízes de Gênova, que supostamente revelou a existência de uma rede de financiamento do Hamas operada por diversas associações palestinas na Itália. Essas organizações alegavam realizar trabalho humanitário para auxiliar a população de Gaza e da Cisjordânia e supostamente desviavam parte ou a totalidade dos fundos arrecadados para financiar os esforços de guerra da organização palestina.

Em nossa opinião, mesmo que as decisões judiciais confirmassem essa alegação ao final da investigação, não seria surpreendente, visto que é prática comum entre as diásporas em diversos países, seja sob domínio colonial ou em busca de independência nacional, que aqueles que deixaram seus países devido à perseguição política, em busca de liberdade para suas ideias ou por razões econômicas, para ter uma vida digna e viável, decidam financiar a luta de seus compatriotas que permaneceram em sua pátria.

Os irlandeses fizeram isso, emigrando para os Estados Unidos com seus compatriotas, chegando ao ponto de financiar movimentos terroristas como o IRA, que realizou ataques sangrentos; Os judeus da diáspora fizeram isso em larga escala, financiando os movimentos terroristas que fizeram o mesmo e que levaram ao nascimento do Estado de Israel, e continuam a fazê-lo hoje, perseverando em alimentar as políticas de um Estado criminoso e genocida como Israel; os curdos fizeram isso, alimentando as lutas desse povo infeliz sem, infelizmente, alcançar quaisquer resultados positivos, sendo apenas explorados por este ou aquele poder, conforme o caso, para atingir objetivos não relacionados à sua luta; os armênios fizeram isso em um esforço desesperado para emergir de seu genocídio, recuperando a dignidade de seu povo: e poderíamos continuar, certos de que as páginas deste boletim informativo não seriam suficientes para conter a lista. Para distinguir o caso palestino de outros, vale a pena considerar se a arrecadação de fundos para a luta armada estava escondida por trás da arrecadação de fundos para ajuda humanitária para aliviar o sofrimento do povo palestino. Isso pressupõe, no entanto, que isso seja verdade, mas ainda precisa ser comprovado.
Para isso, seria necessário aprofundar-se nos detalhes da investigação conduzida pelo judiciário, a fim de compreender as fontes em que a investigação se baseia. Fala-se, de fato, de assistência maciça prestada pelos serviços de inteligência do Estado judeu e seus asseclas americanos. Tampouco se pode confiar nos relatórios policiais de outros Estados europeus, todos subservientes às políticas israelenses, organizações interessadas em criminalizar todos os movimentos, iniciativas e forças que apoiam a luta palestina, um povo que pretendem exterminar, como fica evidente pelo que aconteceu em Gaza e pelo que está acontecendo na Cisjordânia. Essas são as mesmas pessoas que criaram o Estado judeu, graças ao financiamento das gangues do Irgun Tzvai Leumi (Organização Militar Nacional), que, atuando na Palestina durante o protetorado britânico, não hesitavam em massacrar qualquer um que se opusesse ao seu plano de construir um Estado. Hoje, financiam o genocida Estado israelense.
Pode-se dizer que, neste caso, estamos diante de uma fraude, já que o financiamento da organização terrorista foi mascarado pelo propósito humanitário declarado da arrecadação de fundos, explorando assim a boa-fé de pelo menos alguns dos doadores desavisados. No entanto, seria hipócrita não lembrar que, em todos os casos citados, a combinação de luta armada e ajuda à população massacrada pelo ato genocida foi e continua sendo combinada. É impossível distinguir, por mil razões, os dois objetivos, sobretudo porque estão claramente interligados pelos acontecimentos, bem como pelo ato genocida que legitima o direito à defesa, mesmo armada.
É essa diferença de peso e medida que é repugnante e revela a consciência culpada daqueles que hoje criticam a luta do povo palestino e daqueles que a apoiam. O duplo padrão com que o Ocidente julga as violações do direito internacional como ações de outros e não suas próprias, e considera os direitos dos povos violados por outros e não por suas próprias instituições, é fruto da crença de ser um jardim exuberante e de que seu próprio mundo é mais limpo e menos corrupto do que o dos outros.
Basta pensar nos banheiros de ouro dos oligarcas ucranianos para perceber quão falaciosa é essa crença.

https://www.ucadi.org/2026/01/31/cosa-ce-di-nuovo-le-diaspore-e-le-patrie/
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe https://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt
A-Infos Information Center